domingo, 22 de agosto de 2010

50TINHA DE PRATA...

Se teve alguém que acreditou assim que viu o Cesão bater em segundo, esse alguém não fui eu. Fiquei uns 10 minutos em choque, nem sabia o que pensar, muito menos o que falar...
E várias pessoas querendo falar comigo no MSN e mil comentários no Twitter e eu nem conseguia acreditar...
Tanto foi chocante, que deixei pra fazer o post... fiquei acordada até às 3 da madrugada pra tentar digerir, mas resolvi deixar pra postar hoje.
Tinha a nítida sensação de que era um pesadelo e que ao acordar tudo estaria melhor. Sim, estava. Não que a derrota esteja machucando menos, mas é fato que agora pelo menos já consigo pensar e escrever algo sobre.


Cielo fica com a prata nos 50m livre: 'O 2º lugar é uma derrota para mim'
Campeão olímpico e recordista mundial da prova é superado pelo americano Nathan Adrian no Pan-Pacífico. Bruno Fratus surpreende e fica em quarto
Lydia Gismondi - direto de Irvine, EUA

Cesar Cielo tentou, porém não conseguiu cumprir sua promessa. Depois do bronze nos 100m livre do Pan-Pacífico, ele, acostumado às vitórias, disse que não queria mais subir em um pódio se não fosse para ocupar o lugar mais alto. Resolveu, então, descansar e se concentrar. Neste sábado, nadou a final de sua prova preferida, os 50m livre, em 21s57. Ficou olhando o placar, incrédulo. Por dois centésimos, teve de se contentar em pôr no peito a prata. O ouro foi para o americano Adrian Nathan, com 21s55. O brasileiro Bruno Fratus surpreendeu ao terminar em quarto, atrás do canadense Brent Hayden.

- O segundo lugar é uma derrota para mim, sinceramente. Não tem outra explicação. Não estava esperando isso - disse.



Cielo não igualou seu melhor tempo na temporada (21s55), tampouco chegou perto dos 21s36 do francês Fred Bousquet. A marca, melhor ano, melhor da era sem os supermaiôs, continuará escrita em seu papel de metas - o tempo a ser perseguido, braçada a braçada.

O brasileiro acordou cedo neste sábado, último dia de provas no complexo William Woollett Jr., na pequena e pacata Irvine. Fez 21s64 nas eliminatórias e quebrou, por 20 centésimos, o antigo recorde do campeonato, que estava em poder do americano Cullen Jones.

Os 21s64, porém, significavam mais. Foi com essa marca, em 2000, que o russo Alexander Popov quebrou o último recorde mundial antes dos supermaiôs. Um recorde que, mesmo batido, manteve-se como um dos mais importantes da história. E que, em janeiro deste ano, com a proibição dos supertrajes, emergiu do fundo das piscinas, deixando o de Cielo – 20s91, no Mundial de Roma (2009) - apenas como lembrança de um tempo onde a tecnologia falava mais alto.

Sem maiô, todos voltaram a condições semelhantes à de Popov, e a marca do russo nos 50m passou a ser perseguida. O primeiro a riscá-la foi justamente Cielo, no Paris Open, em junho, com 21s55. No início de agosto, Fred Bousquet, companheiro do brasileiro em Auburn, nadou ainda mais rápido. Duas vezes. Fez 21s36 nas eliminatórias do Europeu de natação. Depois, 21s49 para faturar o ouro.



Durante toda a semana, a pressão sobre Cielo era grande. Uma pressão imposta por ele mesmo. O maior nadador da história do Brasil queria mais. E, assim como os tapas que dá em seu peito antes das provas, punia-se psicologicamente pelo “fracasso” nos 100m.

Neste sábado, porém, ele dizia estar tranquilo. Uma tranquilidade assustadora. Tinha certeza da vitória. Os sete nadadores que dividiam com ele a piscina na final dos 50m não o preocupavam. O adversário real estava escrito em um pequeno pedaço de papel. Os tais 21s36 de Fred Bousquet.

De touca dourada e bermuda, na raia quatro, Cielo largou em primeiro e chegou em segundo. O americano Adrian arrancou na última parte da piscina e garantiu o ouro. Bruno Fratus terminou em quarto, com 21s93, atrás do canadense Hayden (21s89).



Foi a terceira medalha de Cielo no Pan-Pacífico. Além do bronze nos 100m livre, ele tinha conquistado, no primeiro dia da competição, o ouro nos 50m borboleta.

- Está faltando um pouco de treino. O final da prova está pesando muito. Estou forte, rápido, mas está durando pouco. Tenho que ver o vídeo para entender o que deu errado. A competição não está sendo muito boa para mim. E, para os adversários, é a melhor da vida deles. Agora, é olhar o que precisa fazer para melhorar e esperar por resultados melhores no ano que vem - disse.

FONTE: GloboEsporte.com

--> Comentário "aleatório": Parabéns, Lydinha! Deu show na cobertura do Pan Pacific! Espero te ver na Copa mês que vem pra podermos conversar... #saudade


Como devemos pensar no lado bom de tudo, vamos lá:
Estamos em 2010, falta um ano pro Mundial de Longa do ano que vem e dois anos pra Olimpíada. Até lá, Cesão, junto com Brett podem corrigir tudo o que pode ter sido falho nesse Pan Pacific.
E mais: Pan Pacific não é um super campeonato. É apenas uma forma de não ficar sem competir em alto nível em ano sem muita movimentação. As derrotas devem ser tomadas como lição pro futuro, mas não como o fim ou a derrocada.
Nós aqui, sabemos que está apenas começando a vida de Cielo como grande atleta. Apesar de tantas conquistas, sabemos que ele ainda tem muito mais coisa boa pela frente.
Derrotas e decepções fazem parte do caminho e o que fazemos com elas é nos fazem diferentes. No caso do Cesar, sabemos que ele utilizará como combustível pra nunca mais cometer os mesmos erros e consertar tudo pra nunca mais deixar o topo que o lugar que ele merece!




Pessoas especiais não tem uma cor na medalha, tem o amor e a torcida dos nossos corações.
- Acho que essa é a melhor forma de resumir o que sentimos por você, Cesar. Estamos e estaremos sempre aqui, pro que der e vier.

Beijocas Celestes

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